” Força Aérea Um!” Conheça mais aqui!
Você nobre passageiro que vai esperar muito por seu vôo, olhe para seu lado e veja se reconhece alguma autoridade esperando junto com você.
Claro que não! Afinal, eles escapam do caos criado por eles.
Conheça aqui mais sobre este fantástico avião que você ajudou a pagar:
Capaz de alcançar qualquer ponto do mundo, o Airbus recebeu o nome de “Santos Dumont” e o apelido de “Aerolula”. Produz baixo ruído. Possui suíte presidencial, cama e banheiro com chuveiro, poltronas em couro, sala de reuniões, escritório de trabalho e poltronas executivas para a comitiva.
Na sala de despachos, podem permanecer até oito pessoas. O escritório é equipado com fax, telefone e computador. Há ainda 16 poltronas executivas, substituíveis por até 40.
No total, incluindo a tripulação, a aeronave pode transportar 55 pessoas. Possui dispositivo antimísseis e, segundo o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, tecnologia e segurança semelhante ao do Air Force One, do presidente dos Estados Unidos. Pode transformar-se num posto de comando em pleno ar.
Esse é o sétimo avião a servir um presidente brasileiro. Os críticos afirmam que seria mais econômico o uso de aviões comerciais, na medida das necessidades, como fazem vários mandatários de países mais ricos.
Viagens custaram mais de R$ 1 bi
No final de dezembro último (encerramento do segundo ano do governo Lula), surgiu mais um indicativo do perdularismo implantado no Palácio do Planalto pelo Partido dos Trabalhadores. No passado, para conquistar o poder, o PT não poupava críticas a gastos bem menores.
Em 2004, o Poder Executivo foi responsável por 86% das despesas oficiais com viagens (passagens e diárias) relativas aos três poderes federais em conjunto. Isto é: gastou R$ 942,8 milhões. Executivo, Legislativo e Judiciário despenderam, juntos, R$ 1,092 bilhão, mais do que o governo aplicou em alguns programas considerados prioritários por Lula. Os gastos com diárias foram 25% superiores aos de 2003 e, com passagens aéreas, 11% maiores.
As despesas poderão subir ainda mais a partir de agora, devido ao decreto assinado dia 22 de dezembro por Lula. Abriu uma brecha na legislação para estender a qualquer pessoa o pagamento pelo Itamaraty de despesas durante viagem ao Exterior, quando o beneficiário integrar a equipe de apoio do presidente da República, do vice-presidente ou de ministro. Antes, esse pagamento estava limitado a servidores integrantes da equipe de apoio do presidente e do vice, sem incluir os ministros.
Os dados sobre passagens e diárias foram obtidos no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) pelo deputado distrital Augusto Carvalho (PPS), que os considera “absurdos”. No início do ano, o parlamentar apresentou propostas à Controladoria-Geral da União e à Presidência da República para aumentar o controle das despesas. Mas, não obteve resposta.
“Proponho que os gastos com passagens e diárias sejam lançadas individualmente no Siafi, registrando o motivo da viagem. Proponho, também, que os prêmios oferecidos pela companhias aéreas com relação às milhagens sejam debitados nas despesas da União, que de fato paga pelas passagens, e não em favor do funcionário que viaja”, revelou o deputado.
O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Waldir Pires, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que não tinha conhecimento dos dados de gastos de viagens, mas, considerou que “todo detalhamento de despesas é sempre muito útil”. Disse que vai estudar as propostas do deputado, mas, não informou se o tal detalhamento pode ser adotado pelo governo.
Quanto ao repasse das milhagens para a União, declarou ser favorável e defendeu a alteração do sistema. “A reformulação é necessária para beneficiar o Estado e não as pessoas. O problema é como fazer isso” – acentuou.

O Outro Lado da moeda…
Em algum país da américa do sul…
Enviado: 21/fev/07 15:23 · Editado por: Marco Alan Rotta
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O governo peruano autorizou nesta terça-feira a venda do avião presidencial e disse que o dinheiro arrecadado será usado para a construção de um hospital para crianças, uma medida considerada populista pela oposição.
O presidente Alan García criticava desde antes de ser eleito, em junho passado, o uso supostamente indevido da aeronave por seu antecessor (alguma semelhança com um “certo” presidente?), Alejandro Toledo, que viaja constantemente ao interior do país e ao exterior com numerosas comitivas.
“Coloca-se à venda imediata o avião presidencial por meio de leilão público”, afirmou um decreto publicado no jornal oficial El Peruano.
O avião presidencial foi adquirido por 25 milhões de dólares em 1995, durante a gestão do ex-presidente Alberto Fujimori. A compra foi investigada pelo Congresso e pela justiça por supostas irregularidades.
“Desde a aquisição fizeram uso indevido, abusivo e pessoal da aeronave”, acrescentou o decreto.
García não utilizou o avião presidencial desde que assumiu o cargo, tendo optado por vôos comerciais para suas viagens oficiais ao exterior como parte da política de austeridade introduzida pelo governo.
“O povo está consciente de como esse avião foi usado. Como pode ser populista vender um avião de preço elevado que serve a apenas uma pessoa para construir um hospital para 680.000 crianças”, disse ele.