Boeing 787 Dreamliner: Easy Cockpit
Em um passado recente, aeronaves de grande porte necessitavam de uma tripulação técnica de vôo mais complexa que as atuais. Eram compostas de pilotos, engenheiro de vôo, sendo que nos primórdios da aviação fazia-se necessário a presença de um operador de rádio e um navegador.
Com o avanço da tecnologia nesse setor estes cargos foram extintos, devido ao fato de que a automação passou a tomar conta de certas funções na cabine de comando.
Porém, ao mesmo tempo, conseqüentemente a carga de trabalho foi aumentada para os pilotos, sendo os mesmos responsáveis não apenas pelo vôo, como gerenciadores de todos os sistemas da aeronave.
Com o aumento do fluxo de tráfego aéreo, o problema ficou evidente, a segurança das operações começou a ser ameaçada e engenheiros da indústria aeronáutica perceberam que teriam um grande desafio: desenvolver no cockpit um ambiente voltado exclusivamente à pilotagem, deixando a automação tomar conta do gerenciamento de sistemas, eis que surge então a filosofia Easy Cockpit.
Easy Cockpit
O EASy (Enhanced Avionics System) Cockpit veio para revolucionar as tecnologias até então presentes nas cabines de comando, bem como para melhorar o nível de alerta situacional (situational awareness) e reduzir a carga de trabalho dos pilotos, aumentando significativamente a segurança dos vôos.
As empresas aéreas são extremamente beneficiadas com essa nova filosofia, pois, o tempo de treinamento é reduzido significativamente, reduzindo custos.
Com o lançamento do Boeing 787 Dreamliner se concretizou mais um grande avanço na aviação, apresentando uma aeronave com um método de treinamento objetivo, eficiente e seguro.
Para dados de comparação, o treinamento de pilotos para transição total (No Boeing Experience)para o Boeing 787 passa a ser de 21 dias, sendo esse espaço de tempo considerado curto comparado com outras aeronaves da categoria.
No momento, existem 7 centros de treinamento para operação do 787 Dreamliner espalhados pelo mundo: EUA (Seatlle), Inglaterra (Londres) Japão (Tóquio), China, Índia, Singapura e Austrália.
Guilherme Sachetti


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