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Avião com 85 pessoas a bordo cai no Congo

Lionel Healing/AFP

terça-feira, 15 de abril de 2008, 11:10 

Companhia aérea diz que não houve mortes no acidente; governador afirma que 19 corpos foram resgatados

Agências internacionais

KINSHASA - Um avião com 85 pessoas, 79 passageiros e seis tripulantes, caiu logo após a decolagem na cidade de Goma, na República do Congo, nesta terça-feira, 15. O número de vítimas da queda do equipamento, que caiu sobre um bairro residencial, ainda é incerto. Mais cedo, havia a informação de que pelo menos 70 passageiros haviam morrido, mas segundo um oficial da companhia aérea, os 79 passageiros sobreviveram. “Nós controlamos a situação para salvar a maioria dos passageiros que foram levados aos hospitais”, disse Dirk Cramers, diretor da companhia Hewa Bora. O diretor acrescentou que toda a tripulação também foi salva, segundo o jornal The New York Times.

Há pouco, Julien Mpaluku, governador da província, havia indicado que a aeronave sofreu um problema, ainda não identificado, logo após a decolagem e caiu sobre uma área povoada. Contrariando a versão do diretor da companhia, o governador afirmou que 19 corpos foram resgatados e 76 feridos estavam sendo atendidos em hospitais locais.

 

O avião se dirigia para a capital do país, Kinshasa, segundo Gauthier Iloko, chefe-adjunto do aeroporto de Goma. Além do número divulgado pelo governador, um funcionário de uma companhia aérea afirmou que 60 passageiros sobreviveram. Porém, funcionários locais disseram que dezenas de corpos já haviam sido retirados dos escombros.

 

As testemunhas ouviram uma grande explosão, que incendiou vários prédios. Uma grande nuvem de fumaça se formou sobre o local da queda. “Metade do avião se partiu. Há fogo na região do fundo. As pessoas estão vindo com baldes de água para apagar o fogo. A ONU está aqui, tentando afastar a multidão”, disse uma testemunha que estava no local.

 

Segundo empregados da agência humanitária World Vision, que tem um escritório a menos de um quilômetro do local do acidente, o avião “não conseguiu deixar o solo” da forma esperada. Em seguida, lançou-se “através de casas de madeira e lojas” na movimentada área Birere. Um ex-piloto que sobreviveu à queda, Dunia Sindani, deu versão similar em uma entrevista. Segundo Sindani, a aeronave teve um problema, possivelmente com um pneu furado, e não conseguiu ganhar a velocidade necessária para deixar o solo da maneira adequada.

 

A República Democrática do Congo tem o tamanho da Europa Ocidental, mas apenas algumas centenas de quilômetros de estradas pavimentadas e um dos piores históricos de segurança no ar do mundo.  A tragédia é mais uma no sistema aéreo do Congo. O país enfrentou mais acidentes fatais no setor que qualquer país africano, desde 1945. Na sexta-feira passada, a União Européia proibiu a companhia Hewa Bora de voar no espaço aéreo europeu. O motivo da punição não foi então divulgado.

 

O porta-voz da UE Michele Cercone disse, nesta terça-feira, que todas as empresas da República Democrática do Congo foram banidas. “Isso é por causa de uma falta generalizada de um efetivo controle das autoridades da aviação civil para monitorar e manter um mínimo de padrões técnicos” no país, disse ele.

 

(Matéria atualizada às 18 horas)

Fonte : EStadão On Line

~ de camerini em Abril 16, 2008.

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