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Leia a íntegra do depoimento de Ana Carolina, a mãe de Isabella

16/04/2008 - 20h20

da Folha de S.Paulo

Leia o depoimento de Ana Carolina Cunha de Oliveira, mãe de Isabella, dado à polícia em 2 de abril:

“Que comparece nesta unidade policial a declarante, informando que conhece [sic] a pessoa de Alexandre Alves Nardoni no mês de dezembro do ano de 1999, com o qual iniciou o relacionamento de namoro durante três anos e seis meses, do qual resultou o nascimento da filha Isabella de Oliveira Nardoni, no ano de 2002;

que informa que tiveram um período de namoro de um ano e dois meses, em que a declarante freqüentava a residência dos pais de Alexandre e este a sua residência; que, antes do nascimento de Isabella, ficaram separados por dois meses, sendo que o principal motivo foram suspeitas de traições por parte de Alexandre e que tal período reataram o namoro e, em julho de 2001, engravidou de Isabella; que, durante o período de gestação a declarante estava se relacionando com Alexandre, quando então ele ingressou na Faculdade de Direito, oportunidade em que mencionou que tinha as amigas de faculdade Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá e uma outra que a declarante não se recorda o nome;
que Anna passou a ser presença constante na vida de Alexandre; que quer salientar que durante a gravidez o foco era a criança e não mais a declarante, mas tudo correu normalmente até o nascimento de Isabella em 18 de abril de 2002; que, após o nascimento da filha, continuaram o relacionamento por 11 meses, se separando no início de 2003; que teve a certeza e a convicção de que havia uma traição por parte de Alexandre e o relacionamento foi rompido e que a separação se deu quando Isabella já estava com 11 meses;

Transtornado

que a declarante gostaria de deixar consignado que em uma festa ocorrida na casa de familiares da declarante, por motivos de menos importância, viu Alexandre ficar ofendido com uma brincadeira feita a ele por um parente da declarante, sendo que Alexandre deixou o local e retornou mais tarde, já completamente transtornado, sem camisa, desejando brigar com todos; que na época da separação definitiva não foi discutida pensão alimentícia para a menina; que Alexandre fazia visitas regulares à filha, sendo que a declarante não teve conhecimentos da vida cotidiana dele; que depois de um ano e alguns meses, a declarante veio a saber por intermédio dos pais de Alexandre que o mesmo já estaria mantendo um relacionamento de namoro sério com uma pessoa cujo nome desconhecia;

que Isabella tinha um ano e quatro meses [quando] matriculou a mesma na escola, pois Alexandre não queria que ela fosse à escola e, quando soube, achando que essa idéia era da mãe da declarante, ele foi até sua casa para discutir com a sua mãe; que não estava em casa, e quando ele chegou ele estava na porta de sua casa; que Alexandre estava transtornado, dizendo que ia resolver isso; que Alexandre estava de moto; que saiu por alguns instantes e retornou, dizendo que estava armado e que iria matar sua genitora [mãe da ex-mulher]; que a declarante registrou boletim de ocorrência sobre os fatos no 39º Distrito Policial - Vila Gustavo; que a ameaça era direcionada a sua mãe e à declarante; que Isabella permaneceu na escola;
que concordou nas férias que Isabella fosse passar alguns dias, cerca de uma semana, no Guarujá, na companhia do pai, da esposa Anna Carolina e do filho do casal; que Anna Carolina, esposa de Alexandre, antes da viagem, foram [sic] até a casa do declarante; que ali chegaram Anna Carolina e Alexandre, ocasião em que a esposa de Alexandre quis que a declarante comentasse algo sobre o passado dela com Alexandre; que durante a conversa Anna Carolina demonstrava desequilíbrio, alterando a voz e por momentos chorava, que Alexandre a segurava pela cintura; que a declarante pediu para que diminuísse o tom de voz, dizendo que se quisesse estariam juntos;

Buscou a filha

que sua filha seguiu viagem e, quando lá chegaram, recebeu um telefonema da irmã de Alexandre, proferindo à declarante palavras de baixo calão, dizendo que Anna Carolina ao chegar lá relatou que a declarante havia falado mal da família dele; que a declarante negou o fato, e disse que Alexandre havia presenciado a conversa; que pegou o seu veículo e foi até o Guarujá pegar sua filha; que lá chegando foi atendida pela mãe de Alexandre; que pediu a menina e ela se recusou a entregá-la; que a irmã de Alexandre apareceu e houve uma conversa no local; que a situação foi se harmonizando e aparentemente ficou tudo bem; que foi procurada por Anna Carolina através [sic] do seu MSN, ou seja, tinha conversas rápidas através [sic] do computador;

Má intenção de Anna

que percebia que Anna Carolina queria aprofundar detalhes de sua relação com Alexandre, mas sempre desconversou; que a declarante percebeu que a intenção da esposa de Alexandre seria criar um quadro negativo da imagem da declarante para depreciá-la junto à família dele; que aproximadamente em 2004 a declarante ingressou com uma ação de alimento contra Alexandre e que houve por ele uma contestação dos valores, que acabou [sic] sendo regularizado; que quer salientar que nunca houve a falta de pagamento de pensão alimentícia, o que houve foi uma redução do valor da pensão, que foi aceito pela declarante, sendo que assinou um documento para isso e que nunca ingressou judicialmente com pedido de revisão do valor da pensão;

que soube que no ano de 2005, acerca do nascimento do primeiro filho de Alexandre, e depois de dois anos, já em 2007, soube do nascimento do segundo filho, de nome Kauã; que até este período não se recorda de nenhum entrevero envolvendo a declarante e Alexandre; que, entretanto, em uma oportunidade sua filha foi visitar o pai Alexandre, que à época residia no antigo apartamento, e ligou para a casa dele, para conversar com a filha Isabella; que quem atendeu ao telefone foi Alexandre e em seguida passou para a filha Isabella atender; que após ter conversado com a menina, desligou;

Briga

que, no decorrer daquela semana, tomou conhecimento por intermédio da mãe de Alexandre, via fone, de que o telefone acima mencionado, Anna Carolina teria se alterado em razão do telefonema dado pela declarante à filha, por motivos de ciúmes que na ocasião estaria com o filho no colo, e teria jogado este sobre a cama, passando a agredir Alexandre; que depois de tomar conhecimento desse evento, indagou a filha Isabella sobre os fatos, e esta relatou que pegou o irmão no colo que estava chorando; que quer esclarecer a declarante que os pais de Alexandre não se encontravam presentes no decorrer desta briga. mas foram chamados para apartar ou apaziguar os ânimos; que esclarece a declarante que todo e qualquer assunto que a mesma tivesse que tratar com Alexandre, este sempre recorria ao pai para solucioná-los e então por imposição de Alexandre, que se recusava a falar com a declarante, esta passou a tratar dos assuntos relacionados à filha Isabella com o pai dele;

Ciúme exacerbado

que era evidente que todas as brigas de Anna Carolina com Alexandre eram ciúmes exacerbados da declarante; que no decorrer dos dias as visitas de Isabella na casa do pai, que ocorria regularmente, sendo que a declarante nunca notou qualquer anormalidade, ou sequer a criança lhe relatou algum fato negativo; que Isabella, após chegar das visitas feitas ao pai, por vezes apresentava mordidas, pequenas marcas arroxeadas e a declarante a indagava sobre o que havia ocorrido e ela mencionada que o irmão Pietro lhe mordia e lhe dava beliscões; que Isabella chegou a mencionar, que tanto o pai quanto Anna Carolina e a avó, mãe de Alexandre, a incentivavam a revidar e que a declarante a orientava que esse tipo de comportamento não era correto; que em uma oportunidade a mãe de Alexandre comentou com a declarante que o neto Pietro havia beliscado Isabella e o pai Alexandre teria ficado irritado com o menino [e o] ergueu o filho a uma certa altura;

que com relação aos fatos propriamente ditos, esclarece que na quinta-feira Santa, véspera de feriado, Alexandre não foi para o trabalho e ia levar Isabella e retirá-la na escola; que como Alexandre não tinha autorização para retirá-la, a declarante esqueceu de avisar o colégio para que liberasse Isabella a ele; que no horário de saída de sua residência, o transporte escolar apanhou Isabella, levando-a na escola e quando Alexandre passou na residência da declarante para apanhar a filha, esta já havia saído; que ele ficou extremamente nervoso com o fato, levando a declarante a ligar para Anna Carolina a fim de desculpar-se pelo ocorrido; que nesta ligação Anna Carolina comentou que ele tinha ficado muito bravo; que a declarante disse então a Anna Carolina que já havia avisado no colégio, autorizando Alexandre a retirar Isabella na escola;

que em outra ligação minutos depois a declarante avisou Anna Carolina que anteciparia a retirada de Isabella na casa da avó, mãe de Alexandre e a pessoa incumbida seria o irmão da declarante; que Anna Carolina retornou a ligação dizendo que Alexandre se alterou e disse que o tio da criança não era nada dela e que não queria que ele fosse buscá-la; que então, para evitar maiores conflitos, se propôs a retirar sua filha na casa da mãe de Alexandre; que Anna fez nova ligação à declarante, dizendo que não iria levar a criança Isabella no horário combinado na casa dos avós paternos; que em razão destes fatos e para evitar outros problemas, a própria declarante saiu mais cedo do seu trabalho e retirou sua filha antes no colégio, antes do término das aulas; que após retirar Isabella da escola, adentrou no carro e ligou para Anna Carolina que havia pego a filha na escola; que, percebeu Alexandre estava na companhia de Anna Carolina, pois inclusive ouviu comentários de Alexandre, os quais eram repassados por Anna Carolina à declarante, sendo que a conversa foi no seguinte teor: a declarante indagou a Anna Carolina se Alexandre queria ver a filha; que, ela, Anna Carolina, repassou a Alexandre, o qual respondeu que não, que a declarante poderia ir embora e que ele a partir de agora resolveria isso de uma outra forma; que, além de Anna Carolina lhe repassar, a declarante pode ouvi-lo dizer; que, ainda questionou de que maneira ele iria resolver;
que ele mencionou para que a declarante relaxasse, pois ele ia resolver a situação; que, a declarante quer salientar que percebeu que nesta conversação telefônica havia uma exaltação muito grande por parte de Alexandre; que, no domingo Alexandre compareceu na casa de Alexandre para uma visita de Páscoa a filha; que, quinta-feira dia 27 de março, Alexandre e Anna Carolina estiveram na casa da declarante por volta das 21h30, para retirar o filho Pietro que brincava com Isabella na casa da declarante; que, na sexta-feira a filha da declarante não foi para a escola e então Isabella pediu para que a declarante ligasse para Anna Carolina para passar o final de semana com o pai; que, então ligou para Anna e esta, próximo a hora do almoço apanhou sua filha em sua residência; que, naquele dia à noite, conversou com Isabella, por volta das 17h30 ou 18h, e perguntou se a mesma estava bem; que, ela lhe respondeu que sim; que, no sábado ligou no celular de Anna Carolina e não foi atendida, não sabendo informar para onde teriam ido no sábado à noite;

Ligação às 23h55

que, por volta das 23h55 a declarante recebeu uma ligação de Anna Carolina pelo celular, alteradíssima, gritando, que Isabella havia caído, na rua Santa Leocádia, explicando superficialmente o que havia ocorrido; que, mencionava que haviam jogado ela; que, a declarante respondia-lhe para fazer respiração boca a boca; que a declarante estava próximo do local e em instantes ali chegou e deparou-se com sua filha estendida ao chão; que, ao ver sua filha naquele estado, tinha consciência que precisava manter o controle, pois acreditava que sua filha estava viva, pois sentiu seu coração batendo; que, tentava reunir forças; que, percebia a sua volta que Alexandre gritava que havia ladrão lá dentro, para que pegassem ele; que, Anna Carolina gritava descontrolada e proferia palavras de baixo calão uma atrás da outra; que, houve um momento que mandou ela calar a boca, pois não agüentava mais aquela gritaria por parte de Anna;
que, neste momento, ele xingou a declarante, dizendo que estava fazendo tudo aquilo para a filha dela; que, a declarante alega que não chegou a entrar no apartamento de Alexandre e que nunca esteve neste local;

Abraço inexpressivo

que a declarante não ficou sabendo dos fatos nem por Alexandre e nem por parente algum e que vem acompanhando os acontecimentos através da imprensa; que, no velório ouviu a mãe de Alexandre mencionar que o filho Alexandre não tinha culpa e que teriam que matar o bandido que teria praticado o crime; que a declarante gostaria de enfatizar, que durante o velório, em um único contato que teve com Anna Carolina, recebeu dela um abraço inexpressivo, acompanhado da seguinte frase: “você nem ligou para a menina no sábado”, percebendo a declarante uma frieza incomum e que Alexandre, do momento da chegada no velório até o final do enterro de Isabella, não lhe dirigiu qualquer palavra e que nos últimos momentos ele aparentava estar abalado; que, na sua concepção acredita que Alexandre e Anna Carolina possam estar de alguma forma diretamente envolvidos no que aconteceu. Nada mais disse nem lhe foi perguntado, lido e achado conforme, [sic] vai devidamente assinado por todos e por mim, escrivão que o digitei.”

~ de camerini em Abril 17, 2008.

5 Respostas to “Leia a íntegra do depoimento de Ana Carolina, a mãe de Isabella”

  1. Óiie anacarolina ..

    Quero Qui esa pesoa Feis esi Climi

    Pague!!!

  2. Realmente Karina,

    Vão pagar sim!
    Um grande abraço a você
    Camerini

  3. os assassinos devem sofrer as consequencias de todo mal que causaram a familia da menina e a todos nós

  4. Deixe que a justiça de Deus seja feita pois dela ninguem escapa continue lutanto por isso, te desejo muita paz e sorte pq depois desse fato vc vai presizar muito pq nao e facil perder um filho. Eu ainda nao tenho filhos mais tenho muita vontade de ter. por isso torço para q a justiça seja feita para dar a vc a paz q te falta e para q a Izabela descanse em paz. Ela ira brilhar muito la de cima para todos nos tenha certeza disso te admiro por ser uma mulher forte continue assim. se possivel entre no meu msn……

  5. Se foi eles, tem q haver justiça e ele tem q pagar seja ela qual for!

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